Ajudantes Espirituais

Qual é o lugar da Fraternidade Branca na evolução da consciência ao longo da história e o seu lugar na futura evolução da consciência?

O Guia: Todos os seres fragmentados—aspectos da consciência que estão separados do todo—precisam de assistência e orientação daqueles que não estão separados e cuja consciência está conectada com a onisciência. Na literatura espiritual, estes seres são chamados de Fraternidade Branca—o que é apenas um nome. Poderíamos também dizer que são seres que não se separaram ou que não estão mais separados e que, portanto, fazem parte do plano evolutivo.

Este plano visa reunir toda consciência fragmentada à consciência unificada. E o que você se chama de Fraternidade Branca são seres que estão conectados com a onisciência, e que, portanto, estão em verdade, em amor, em sabedoria, na realidade e preparados para ajudar. Eles pertencem ao plano divino maior. Um plano com uma tremenda ordem e organização e, ao mesmo tempo, uma belissima estrutura que flui.

Fluir é compativel com ordem e estrutura. Não se trata de suas distorções que se apresentam na consciência dual aonde a estrutura é rígida e o fluxo é desorganizado. Na realidade, estrutura, ordem e fluxo são uma só coisa. Portanto, esses seres são estruturas internas de imensa ordem, com hierarquia de grande beleza, sentido e significado harmoniosos, onde cada ser cumpre sua tarefa de maneira perfeitamente ajustada, expressive e digna.

Os seres que pertencem a essa ordem maior podem encarnar, às vezes, ou apenas influenciar a humanidade. Sem essas influências, a humanidade não poderia, por si só, atingir o objetivo da unidade. Os indivíduos não conseguiram cumprir suas tarefas porque as tentações e o poder das forças negativas dentro da alma de cada um são fortes demais para que as dificuldades sejam superadas sem a assistência dos ajudantes divinos. No entanto, a responsabilidade pelo proprio desenvolvimento nunca deve ser colocada nos ombros de outros seres, embora sua existência seja uma realidade que existe e sempre existiu.

Atualmente, a humanidade está se desenvolvendo em direção a um tal estado de maturidade—ela ainda não está amadurecida, mas está indo nessa direção—aonde o ser humano podera estabelecer a conexão com o seu nucleo mais profundo. Os ajudantes ou os seres da ordem superior—daquilo que vocês chamam de Fraternidade Branca, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar—ajudam neste propósito, como eu os ajudo. Mas tenha cuidado com o fato de que a importância disso não deve estar na personalidade; mas no contato com o eu mais íntimo.

Na história da humanidade, esses seres sempre desempenharam um papel muito importante. Nos tempos antigos, eles se manifestavam como deuses—e eram chamados assim. Os deuses adorados pelos humanos eram, na verdade, apenas seres mais desenvolvidos que se manifestavam, diretamente ou através de médiuns, ajudantes e guias.

Eles eram reverenciados como deuses porque a humanidade, nesta fase do seu desenvolvimento, ainda estava tão desconectada do seu centro interno e da realidade divina que tudo era projetado para o exterior. Até mesmo a manifestação externa da realidade foi compreendida como, digamos, salvação. Então, à medida que a humanidade foi amadurecendo através dos tempos, os deuses foram perdendo a razão de ser e, através da ajuda dos mestres superiores, percebeu-se que existe apenas um Deus: o Deus que permeia todos os seres, toda a existência e todas as partículas da existência. A consciência divina deve ser encontrada em tudo o que é e não mais de maneira isolada em apenas alguns seres.

Este foi um passo gigantesco na escala evolutiva. No entanto, isso não significa que os ajudantes se foram. Eles apenas receberam nomes diferentes. Sua função continua sendo a mesma: ajudar, orientar, fazer com que a Verdade penetre no mundo material fragmentado e cheio de enganos e ilusões. Essas verdades sempre foram diluídas e distorcidas. E por isso, era necessario que houvesse sempre um novo influxo de espírito para redefini-las.

Toda religião começou como uma revelação divina que relevante e importante durante um determinados período, mas que foi sendo distorcida por causa de mal-entendidos. Ou ainda, porque aquela revelação, tão necessária ou importante em certos estágios, foi rigidamente mantida como uma verdade inflexível em períodos aonde esse conhecimento tornou-se obsoleto e, portanto, destrutivo.

Assim, todas as ortodoxias perderam contato com a Verdade. E novos líderes religiosos, encarnados ou não, tiveram que ajudar. A humanidade—as ortodoxias—tornou-se antagônica aos reformadores ou inovadores que apenas se preocupavam em trazer uma outra faceta da verdade que se fosse mais relevante para uma outra época.

Talvez possamos compreender o desenvolvimento da humanidade através de uma analogia com o desenvolvimento individual. Imagine, por exemplo, uma criança pequena que aprende certas coisas básicas—as leis, as regras, os tópicos em si—que são apresentadas conforme a mentalidade daquela criança. Porém, conforme essa criança vai se tornando maior, os tópicos e a forma com que são apresentados vão se tornando obsoletos. Eles não têm mais nenhum significado para a idade atual desta pessoa. É preciso um novo currículo. E novos tópicos. A expansão precisa acontecer. A mente deste individuo é capaz de absorver mais conforme vai se tornando capaz de assumir mais responsabilidades e de ver as coisas sob novos prismas.

Se essa criança insistisse em continuar aprendendo o mesmo conteudo da primeira série, quando se tornasse mais velha e finalmente chegasse o momento de frequentar uma universidade, seu desenvolvimento estaria comprometido. Acontece o mesmo com as organizações religiosas que insistem em manter crenças—funcionais no passado, mas que no presente paralisam o desenvolvimento.

O que você chama de Fraternidade Branca são seres encarnados. Eles existem—são raros, mas existem—e muitas vezes não são reconhecidos. Eles são como todas as outras pessoas e têm até mesmo suas próprias tarefas perante o seu próprio desenvolvimento espiritual, uma vez que, a encarnação pode criar uma obscuridade que traz à tona matéria esquecida, residual e não purificada. Então, geralmente há uma tarefa. No entanto, a maioria dos mestres superiores não se manifesta na carne. Eles se manifestam indiretamente, através de suas influências na psique de alguém encarnado, através de algum ser humano inspirador para os outros. E eles sempre existirão até que a humanidade tenha atingido seu estado final de unidade.

(Perguntas e Respostas #215)

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