A Ressurreição do Corpo

As religiões cristãs enfatizam bastante a ressurreição do corpo fisico de Cristo. O que isso realmente significa?

O Guia: Um dos aspectos deste equívoco absoluto deriva do medo inerente que o homem tem da morte física, e por isso ele quer acreditar em uma continuação física da vida. Por isso a necessidade de interpretar o reaparecimento de Jesus Cristo como a ressurreição do corpo físico.

O outro aspecto tem uma importância muito maior e mais ampla. Este simbolismo é explicado em detalhes na Palestra Pathwork #82 sobre “A Conquista da Dualidade Simbolizada na Vida e Morte de Jesus”.  Contém a mais profunda sabedoria e verdade, porém em forma simbólica que significa: “Se vocês não fugiram do medo da morte, do sofrimento e do desconhecido, mas passarem pela experiência, poderão realmente ter vida no sentido mais profundo, enquanto ainda estão no corpo.

Só é possível uma vida pura quando se enfrenta a morte diretamente.” Com “pura” não quero dizer o que geralmente se entende por esse palavra, uma rejeição insípida do corpo. Pois o corpo é parte do espírito, e o espírito é parte do corpo. Tudo é um todo. É por isso que Jesus Cristo apareceu em um corpo humano, para mostrar que o corponão deve ser rejeitado ou negado. Se vocês aceitarem a morte, terão ressurreição em vida, no corpo, através da Força Vital fluente que realmente faz vocês sentir prazer e alegria, em todos os planos do ser – também no plano físico.

Quando Jesus apareceu a seus discípulos, a seus entes queridos, aconteceu um fenômeno que é bem conhecido, sempre foi bem conhecido e continuará a ser conhecido se predominarem algumas circunstâncias. Creio que vocês dão a isso, em sua época e era, o nome de materialização da matéria espírito. É a condensação da matéria espírito, como o é toda a vida física. Mas o fato de que isso tenha acontecido teve um profundo significado filosófico e psicológico que é em geral ignorado.

Esse significado, como expliquei, é: enfrentem a vida e a morte, e vocês não poderão morrer. Vocês viverão na verdadeira acepção da palavra. Assim, o que os discípulos viram era verdadeiro, só que a maioria deles não entendeu o significado e o propósito desse fenômeno, embora Jesus tenha tentado transmitir na ocasião, bem como muitas vezes antes. Houve alguns poucos que entenderam, mas não todos. Eles simplesmente acreditaram tratar-se de um fenômeno, o que era, e, em si mesmo, não foi peculiar.

 

(Palestra Guia Pathwork #82)

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